Se joga na MOSTRA!
A lista dos filmes da Mostra que quero ver inclui :
"Tenho medo do ufanismo: ele pode ser burro e cego. Olimpíada no Brasil, Copa do Mundo no Brasil, tudo bem: mas eu preferia que antes disso a gente tivesse resolvido os gravíssimos e tristes problemas, tão dramáticos, de comida, saúde, educação, moradia, decência e dignidade de boa parte do povo brasileiro que agora samba e celebra porque teremos Copa, teremos Olimpíada, teremos festa."
de Lya Luft, na revista "Veja"

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Qual é o valor da imagem? Ela tem um significado em si mesma ou carece de contexto? Essas perguntas, que nortearam ontem a aula da minha pós-graduação, foram apropriadas por Marcelo Gomes ("Cinema, Aspirinas e Urubus") e Karim Karim Aïnouz ("O Céu de Suely) em seu novo longa: "Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo" (2009, Brasil, 75 min., Drama).
Um road movie, "Viajo" usou parte das imagens e do material colhido para o curta “Sertão de Acrílico Azul Piscina” (2004). Reeditadas e adaptadas à nova produção, as cenas ganharam uma nova leitura.
A linguagem documental dessa ficção a princípio incomoda. Geólogo, José Renato (Irandhir Santos) é o narrador e condutor dessa expedição pelo Nordeste. Viaja com a missão de medir terrenos para a construção de um canal. Ele também está em fuga. Fugindo de um amor que o deixou e das lembranças ternas e doídas que custam a se dissiparem.
Nunca veremos José, estamos sob a sua perspectiva. Seus olhos são a tela e, por meio deles, vivenciamos seu trajeto pelo carente interior brasileiro. Se as imagens são duras e severas, as palavras acalentam. A poesia se mistura ao texto e às canções românticas de um trilha tão sortida. Dá vontade de anotar as elucobrações do personagem.
É aí, nessa curva, que o "Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo" te fisga.. e todos nós queremos voltar... talvez saltar em Acapulco...
+ vale a pena ler o belíssimo texto de Amir Labaki sobre o filme
ps: o filme estará na 33ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, que começa na sexta-feira.
Na última quinta-feira, dia 15, encontrei com o meu passado recente no show da cantora Pitty. Explico.
Conheci a baiana em 2003, quando tinha 16 anos, logo de cara gostei das letras fáceis e inspiradas da roqueira. Canções que dialogam com qualquer adolescência. Desde então, consumo sem vergonha alguma os lançamentos dela, mas nunca havia ido a um show.
Seis anos depois e com a distância do tempo e a maduridade adquirida, continuo simpatizando com Pitty. No palco, ela e seus três músicos mostraram competência sonora e energia.
A plateia, admiravelmente lotada de dyke couples, respondia em peso a cada nota.
Foto: da querida Iwi Onodera/Ego
Natália do Vale é uma atriz talhada a viver papéis de mulheres fortes. Na novela das oito (que passa depois das nove) "Viver a Vida", da Globo, ela vem chamando a atenção como a pragmática Ingrid, mãe dos gêmeos Miguel e Jorge (interpretados por Matheus Solano).
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