8.10.07

Enquanto isso em Brasília...


O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na quinta que os mandatados dos deputados - federais e estaduais - e vereadores são dos partidos e não do político.

A decisão é contraditória, já que o sistema eleitoral brasileiro é confuso. Para esses cargos a votação é proporcional, levando em conta o número de votos de cada candidato mais os votos totais dos partidos.

Parece complicado, mas não é. Exemplo foi quando o falecido deputado federal Éneas Carneiro se elegeu com votação recorde (cerca de 1.750.000 votos), acabou levando mais três correligionários seus do PRONA para a Câmara, candidatos esses que haviam tido menos de mil votos cada um.

Vamos refletir sobre a estrutura político-partidária brasileira: existem dezenas de partidos, muitos tão pequenos que só tem força em rincões do interior do país, o povo geralmente vota na figura do candidato (infelizmente, a falta de cultura política não faz boa parte da população estabelecer relações entre o candidato, as propostas dele - quando o candidato as têm, né? - e o partido ao qual ele é filiado... vota-se bastante por afinidade com o indivíduo, vide a eleições de inúmeras celebridades, artistas, etc.. etc)...

Ou seja, o ciclo todo ta bastante errado. Mas é de se louvar a decisão tomada pelo STF, mesmo que o troca-troca partidário realizado antes não seja punido...

O que falta mesmo é uma reforma política de fato e de direito, em que se discuta realmente o papel dos partidos e a questão da fidelidade partidária, além da transparência de todo o processo eleitoral brasileiro.

Não sei quem lembra, mas em dezembro do ano passado, o mesmo STF cassou a cláusula de barreira, que extinguia os partidos nanicos que não tivessem atingido determinado número de votação para o Congresso.

Enfim, a coisa lá em Brasília muda tanto que é melhor esperar e ver o que acontece... e ver quais novas denúncias e acusaçõs serão a bola da vez...

1 comentários:

Mariposo-L 8/10/07 18:06  

Acho que o povo vota na figura do candidato porque é sempre o mesmo discurso
"eu vou fazer isso, fazer aquilo", quando o correto deveria ser a proposta do partido .

Mas a melhor mudança seria o voto não obrigatório ... isso traria boas mudanças para o pais

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