17.10.07

Fé em Deus

Sexta-feira última, 12 de outubro, feriado nacional, fui ao cinema ver o tão falado filme Tropa de Elite.

Pois é, esperei o lançamento nas salas de cinema. Resisti muito para não assistir ao longa na comodidade do meu lar em uma cópia pirata de DVD.

A seguir minhas impressões.

Tropa de Elite

(Brasil, 2007, 118 minutos, Ação)

Em uma palavra? Excelente!

Todas as discussões e polêmicas geradas pelo e em torno do filme merecem a devida atenção e espaço para debates.

Na atual conjuntura, é praticamente impossível que você não tenha ouvido falar ou mesmo assistido ao primeiro filme de José Padilha – diretor do impactante documentário 174 –, Tropa de Elite.

Baseado na obra Elite da Tropa de Luiz Eduardo Soares, André Baptista, Rodrigo Pimentel, o longa conta o cotidiano do Capitão Nascimento (Wagner Moura), policial integrante do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais – do Rio de Janeiro, que pressionado pela chegada de seu primeiro filho, busca um substituto para seu lugar no batalhão e assim poderá tranqüilizar sua esposa que não quer perder o marido no combate ao crime, tudo ambientado no já distante ano de 1997.

Interessante a maneira como a narrativa do filme é construída. Começar o filme pelo meio, voltar os fatos contextualizando e apresentando os personagens e depois unir as pontas do passado com o presente do longa, sob a narração do capitão, não é inovador, mas dá um ritmo bastante grande a história.

Muito se disse a respeito da violência e da realidade que Tropa de Elite apresenta. Violento sem dúvida o é, mas como uma produção sobre polícia, corrupção e tráfico de drogas nos morros cariocas poderia não estampar na telona dezenas de armas, tiros e corpos. No quesito realidade – um conceito demasiado complexo – a representação do cotidiano retratada no filme é aquela que vemos estampadas na tv e nos jornais todos os dias.

O projeto realmente merece elogios, tanto para o diretor, quanto para o elenco muito afiado e encabeçado pela atuação excepcional de Wagner Moura.

Mas não se deve esquecer que Tropa de Elite é obra de ficção, puro entretenimento, e mesmo suscitando tanta verossimilhança com a realidade brasileira (corrupção e violência policial, descaso do Estado para com as péssimas condições de trabalho dos “homens da lei”, conivência da “elite” com o tráfico de drogas) o mundo real não pode ser descrito tão preto no branco como prega o “herói” Capitão Nascimento.

6 comentários:

Mariposo-L 17/10/07 18:13  

Por ser uma "obra de ficção" faltou aquelas frase no fim do filme " Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência " ...kkkkk

Lívia Russo 17/10/07 18:43  

O filme é muito bom , mas as pessoas esquecem que o "HERÓI" capitão nascimento além de cabeça do filme e motivador das batidas fortes no coração do expectador tbm é torturador, tbm faz coisas que são erradas!!

É....ver e diferenciar!!!


:*
:*
:*

Friendz 17/10/07 20:55  

Olá!! Obrigado por seu comentário!
Gostei das coisas que você escreveu!
Eu ainda não assisti "Tropa de elite" apesar de ter visto alguns flashs.. Depois que eu assistir eu venho aqui deixar minhas impressões tmb!
Abração e boa semana...
E continue aparecendo pelo meu blog..

Déa 18/10/07 09:14  

É isso aí Beto. Também adorei o filme e não assisti a nenhuma cópia pirata (mas isso você já sabia, Rss). Bom, quanto a minha crítica, será bem parecida com a sua e vai para o ar amanhã no Bem Resolvida. Detalhe: consegui que a minha editora publicasse o mesmo selo que eu coloquei no blog. Beijos

Lorena Portela 18/10/07 10:33  

Oi Alberto! Eu sou a "Lorena do Blog do Jackson" (rsrs), sempre passo por aqui pra dar uma olhada nos teus textos. Muito bons.

Beijinho.

Srta Green 18/10/07 14:37  

Adorei o filme! E até fico repetindo por aí as frases do capitão nascimento hehe
Eu não resisto! "Pede pra sair! Pede pra sair!" ahahaha
bjooo beto

          © Zapping News - Blog Design Emporium Digital | Daniela Milagres

TOP