31.10.07

Foi ele que fez!

Descobriu-se hoje o grande culpado pela festa do troca-troca partidário que acontece no Brasil.

Não é ninguém senão o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), mais de quarenta anos de vida pública, ex-prefeito e governador do estado de São Paulo.

Foi ele mesmo que num artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo confessou sua culpa. Em defesa da fidelidade partidária como prática necessária à democracia, escreveu o nobre deputado:
"A fidelidade partidária acabou em 1984, acho que por minha causa, como um dos motivos para impedir minha vitória no colégio eleitoral que iria eleger o presidente da República.

Em 6 de novembro de 1984, respondendo a uma consulta do deputado Gerardo Renault (PDS-MG), o TSE decidiu que os membros doentão colégio eleitoral ficariam desobrigados do compromisso da fidelidade partidária. O próprio ministro-chefe da Casa Civil do governo de João Baptista Figueiredo, Leitão de Abreu, opinou ser favorável ao fim da fidelidade partidária para ajudar o TSE a decretar a medida."
Quer dizer, além de todas aquelas outras acusações (de desvio de verba, corrupção, superfaturamento, etc.. etc) que pesam sobre ele, o Maluf também é responsável pela balburdia institucional e sanha ecônomica-eleitoreira que ronda as nossas instituições democráticas?

Pode ser até mote pra uma próxima campanha eleitoral:


A infidelidade partidária?
FOI MALUF QUE FEZ!


Fotos: Sergio Alberti e Google Imagens

3 comentários:

Ricardo 31/10/07 15:17  

Hauahuhauhuah!

Só faltava essa mesmo!

Vai fazer coisa errada assim na cadeia!!!

Beijão!

Déa 31/10/07 15:46  

ADOREI!!! Abalou no slogan! Beijos

andrew,  5/11/07 00:23  

No dia em que esse artigo foi publicado na Folha eu o li inteiro.

Protesto contra o seu post.

Você pegou um trecho do artigo. Até aí tudo bem. Você não inventou nada. Reproduziu a verdade, o que está realmente no artigo.

O problema é que esse trecho não reflete a opinião central do Sr. Paulo Maluf sobre a fidelidade partidária.

Da maneira que você coloca entende-se que ele é contra a fidelidade (embora você não escreva isso). No mesmo artigo Maluf deixa claro que nunca trocou de partido como muitos parlamentares da atualidade.

Você fez um recorte, o que seria válido. Desde que esse recorete refletisse a idéia central do artigo. Ficou distorcido.

Já que a Folha tem conteúdo fechado para assinantes do jornal ou do UOL, os leitores do seu blog leram mas não tiveram acesso ao texto completo. Nem precisavam ter, desde que você fosse fiel nesse "recorte", nessa edição.

Não adianta colocar a culpa no leitor dizendo que cada um interpreta como quiser. O bom jornalista deve sempre trazer para si a responsabilidade de escrever um texto da maneira mais clara e coerente perante suas fonte de pesquisa, no caso dessa citação à Folha.

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